As mulheres são a aposta mais subestimada do mundo. Isso pode não parecer óbvio se você mora em uma grande cidade americana. Mas no país de onde venho – e em muitos, muitos outros – mulheres de calibre extraordinário, paixão profunda e zero recursos continuam sendo profundamente desatendidas. Isso inclui mulheres como eu, que são autistas. Mal conseguimos diagnosticá-los. Inclui mulheres que carregam extrema determinação e força de maneiras que o mundo ainda não aprendeu a reconhecer. Essas mulheres são a parte mais negligenciada do ecossistema. E a sociedade está prestes a florescer de maneiras que ainda não compreendemos, como resultado de finalmente investir tempo, atenção e esforço nela. Parte do motivo pelo qual as pessoas me seguem, eu acho, é porque querem ver uma mulher para quem possam apontar – um modelo a seguir que não seja higienizado ou corporativo. Eu não tive o suficiente disso crescendo. Meu objetivo é ser essa pessoa para a próxima geração. Assim como muitos de nós, e seremos. Por que, quando pensamos nos grandes, é Harrison Ford ou Alexander Fleming e não Rosalind Franklin? Por causa das oportunidades que ela nunca recebeu. De novo não. Não nesta era das redes sociais. Haverá muitos mais de nós.