Tom Junod diz: "A ideia de que a IA pode escrever se baseia na ideia de que não existe alma." E aprendeu algo surpreendente ao organizar seus livros em ordem cronológica... "A organização desses livros conta sua própria história e a história é da humanidade. Tudo o que ela faz é essencialmente errado. A gente erra de novo e de novo e de novo. Qualquer peça de tecnologia que desenvolvemos, ou conseguimos ou usamos em guerra. Qualquer tipo de religião de que falamos é errada e uma ferramenta de tirania. Quer dizer, a gente erra de novo e de novo e de novo. E ainda assim, para cada bagunça, há um escritor. Alguém que está lidando com a bagunça e testemunhando a dor, o sofrimento, a alegria, a esperança e todo o maldito espetáculo. E você vê. Posso contar toda a história: o modernismo vem da Primeira Guerra Mundial. Beat America e Jack Kerouac vem da Segunda Guerra Mundial. Você pode ver que os escritores estão ali para lidar com esse fluxo da história. Eu diria que é como se a única coisa que a humanidade realmente tenha feito certo fosse testemunhar sua própria coisa. Essa é a alma. É a parte de nós que testemunha a verdade, a nós mesmos, a Deus, tudo isso. Essa é a alma. O que estou fazendo é um longo discurso anti-IA porque, tipo, por que diabos a gente ia querer abrir mão disso? É como a única coisa que podemos fazer."